terça-feira, agosto 14, 2007

O GANG DOS QUATRO E AS SUAS FALCATRUAS


Na entrevista que concedeu ao Correio da Manhã durante o último fim-de-semana, Leonor Pinhão admitiu ter sido contratada pela editora D. Quixote para trabalhar na edição do livro de Carolina Salgado, "Eu, Carolina". A dada altura da mesma entrevista, a jornalista e colunista admitiu que a versão final do livro não corresponde ao manuscrito original, sublinhando que tal é absolutamente normal. "Um livro não sai da editora tal como lá chega", refere. É óbvio que não. Todos os livros são editados. São feitas correcções, tiram-se umas coisas, sublinham-se outras, faz-se todo um trabalho de edição que também reflecte a personalidade do editor, neste caso da editora, uma conhecida benfiquista. Ainda assim, nada disso seria relevante se "Eu, Carolina" fosse tratado como uma vulgar obra de ficção, um romance ou uma novela. Acontece que ao livro de Carolina Salgado foi atribuído um valor documental que justificou, entre outras coisas, a nomeação por parte do Procurador Geral da República, Pinto Monteiro, de uma equipa especial liderada por Maria José Morgado para conduzir as investigações do processo Apito Dourado. Aliás, foi com base no valor documental atribuído a "Eu, Carolina" e às revelações cirúrgicas que continha que a ex-companheira de Pinto da Costa foi ouvida pela procuradora e os processos ao presidente do FC Porto, entretanto arquivados, foram reabertos. Ora, tendo ao livro sido atribuído um valor documental, é obviamente relevante que a versão final e publicada não corresponda ao manuscrito original, mais ainda agora que se sabe quem foi responsável pela sua edição. Afinal, que elementos ficaram de fora, com que intenção foram retirados e até que ponto a sua ausência afecta a credibilidade e integridade do documento como um todo? E se isso não é relevante, se afinal o livro não é um documento, como se explica que tenha sido tratado como tal pela Procuradoria da República, e não como uma vulgar obra de ficção, sem qualquer valor jurídico?

Artigo de Jorge Maia in O Jogo

Pois, eu também pergunto isso, como é possivel que sendo alterado a belo prazer da editora pode o mesmo servir para denegrir, prejudicar e sujar a imagem de uma pessoa.

De facto faltam vacas no pasto, mas elas vão aparecendo, conforme tenham necessidade de se
ilibar sacudindo a água do capote.

VJ

sexta-feira, agosto 10, 2007

Não há marcas de esquerda neste Governo


António Arnaut, fundador do PS, ex-Ministro dos Assuntos Sociais e antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, deu uma entrevista à VISÃO em que arrasa Sócrates, acusa Correia de Campos e diz que o PS «perdeu alma e identidade»ANTÓNIO ARNAUT, fundador do PS, ex-ministro dos Assuntos Sociais, maçon, 71 anos

«A geração que está no poder aprendeu com Maquiavel»
Voz escutada, militante socialista número 4, o «pai» do Serviço Nacional de Saúde arrasa PS e Governo. «O partido desviou-se tanto para a direita que, porventura, até estarei quase a sair», desabafaMagoado, desiludido, afastou-se da política em meados da década de 1980. Advogado, antigo ministro dos Assuntos Sociais de Mário Soares, deixou marcas na Saúde. Combateu a ditadura, fundou o PS e liderou, até há pouco, a loja maçónica Grande Oriente Lusitano (GOL). Em Setembro, sairá o seu romance autobiográfico Rio de Sombras (Coimbra Editora), o qual poderá prestar-se a polémicas e revelações. Nesta entrevista, concedida no seu velho escritório de Coimbra, rodeado de símbolos da maçonaria, as palavras de António Arnaut não pedem licença...

Como olha para o PS, hoje?
O PS tem a alma a definhar. Ainda tem força interior, mas está disseminada por uns milhares de militantes sem voz. O partido está a perder alma e identidade. A continuar assim não pode chamar-se socialista, tem de mudar de nome.

A ideologia ainda conta?
Ainda faz sentido falar-se em socialismo! E de forma mais acutilante, embora o meu seja mais ético do que ideológico. Há novas formas de opressão, a própria União Europeia é uma congregação de multinacionais que têm no Conselho e na Comissão os seus representantes. O que resta da utopia socialista é o Estado Social. Por isso, é importante defendê-lo. O socialismo é encurtar diferenças sociais e reduzir desigualdades. No fundo, mudar a vida.

Não é o que tem sido feito, portanto ?
Mesmo havendo circunstâncias atenuantes, a prática do PS não está à altura da sua responsabilidade. Ao reclamar-se socialista, assume um legado histórico e deve ser fiel a ele.

O PS trocou os cravos pela rosa. É mais do que uma metáfora?
Nada em política é por acaso. O vermelho é a cor histórica da esquerda, dos que querem transformar o mundo. E o PS até a bandeira vermelha trocou, agora usa brancas e amarelas! Já não há mercado para o vermelho [risos]...

Fala assim quem era um moderado...
Sempre fui moderado no PS. Hoje estou na extrema-esquerda e sou o mesmo! O partido desviou-se tanto para a direita que, porventura, até estarei quase a sair [risos]...

Ainda faz sentido estar no PS?
Diga-me lá para onde é que hei-de ir...

Não se sente uma espécie de tralha ideológica?
Pelo contrário! Procuro não falar muito, porque me dói, mas sou escutado. Tenho passado. E acredito que o PS ainda possa mudar.

O que diz esse passado à geração que manda no PS?
A renovação é uma lei da vida, mas muitos dos que mandam nos partidos não viveram nem estudaram o passado. Mesmo Sócrates – que aprecio em algumas facetas – não tem a vivência socialista que se exigiria a um líder do PS.

Como descreve a geração que está no poder?
É um produto das circunstâncias. Noto falta de cultura cívica. É gente sem reflexão sobre os comportamentos, a arte, a literatura e a história do nosso povo. A cultura é uma sabedoria que se recolhe da experiência vivida. Muitos deles não têm uma ideia para Portugal, não conhecem o País. Vivem do imediatismo, da conquista do poder. Conquistado, vivem para aguentá-lo. Esta geração vale-se mais da astúcia do que da seriedade. E aprendeu os ensinamentos de Maquiavel.


O que sente quando uma governante diz que só se pode dizer mal do PS em casa, na esquina do café e nos locais apropriados?
Até a senhora secretária de Estado da Saúde dizer isso ninguém sabia que ela existia. É um impropério! Ela não quis dizer aquilo, mas as palavras têm um significado. E o que ela disse está mal. Só mostra que muitos políticos são meros tecnocratas.

Não há um novo Portugal amordaçado?
Algumas pessoas acomodam-se, querem manter os seus lugares e tendem a bajular o chefe. Sem culpa do chefe. Nos casos que vieram a público há diferenças. A ser verdade o que é imputado ao professor Charrua, ele procedeu de forma eticamente censurável. Já em Vieira do Minho, eu teria feito o mesmo, só não punha o comentário na fotocópia. Aquilo teve piada! [risos] Um país sem humor não tem futuro. Um tipo com cultura tem humor! Basta ter lido o Eça. Deviam seguir o exemplo de Mário Soares, que tem humor e capacidade de encaixe. Quando o Soares era primeiro-ministro contava-se uma história engraçada. Ele tinha sido recebido pelo Papa – isto é verdade – e quando o Papa lhe perguntou se professava alguma religião, o Soares disse: «Sou socialista, mas não praticante»!

[Risos]...
Mas o Mário era o que mais se ria disto, sabia? No tempo em que meteu o socialismo na gaveta!

Continuando... Está ou não instalado um clima de bufaria?
Não está! E mesmo que estivesse, o que é que o Sócrates tem a ver com isso?!

Diga-me...
Para esta comédia se transformar numa tragédia era preciso que os bufos fossem compensados como antigamente. Espero que não sejam!

Não há tiques de autoritarismo?
Houve uma coincidência de situações deprimentes. Não existe um clima de medo. A precariedade no trabalho é que tornou as pessoas subservientes.

E no poder, há mais papistas que o Papa?
Os bajuladores existem. Você habitua um cão e ele está-lhe sempre à perna. Mesmo que lhe bata! O cacique, por outro lado, já tem de ser alimentado de outra maneira. Precisa de umas iguarias e quer manter a máquina e o aparelho a funcionar. Conheço o caso de um sujeito que comprou o lugar. Deu dinheiro ao partido para ser deputado. E o PS aceitou, pô-lo na lista! A condição era estar lá seis meses para satisfazer a vaidade.

Quando foi isso?
Há anos. Eu ainda estava na política.

E isso agravou-se?
Sim, sim. Hoje está pior.

O que sente quando olha para o Parlamento?
Uma grande preocupação pelo futuro da democracia. Aquilo deveria ser o lugar de uma elite moral e intelectual. Mas para isso era preciso que as pessoas do povo fossem as «pedras vivas» de que falava António Sérgio. No meu romance autobiográfico, que sairá em Setembro, chamado Rio de Sombras, há um tipo que tem uma filosofia chamada Pantrampismo...

Pantrampismo?
Pantrampismo, tudo é trampa! Temos de viver com a trampa, mas escolher os espaços livres e limpos. Mesmo a Justiça já está contaminada pela corrupção e influências. E meto nisto a PJ, Ministério Público, juízes e advogados. A Justiça foi permeável aos ventos dominantes.

Ainda leva com um processo...
Só fui processado uma vez, pelo Salazar, por assinar uma carta de católicos. Agora, se tiver um processo também não há problema. Tenho razão e não pode haver processos contra a razão. Apesar dos desencantos, facadas e caneladas na política – tenho muitas cicatrizes na alma – acredito que uma pessoa séria ainda possa manter a integridade moral.

O PS do seu tempo está muito calado...
Alguns estão afastados, mas o Alegre, às vezes, levanta a sua voz. Eu ando por aí, na rua, no autocarro, falo com as pessoas. E elas tratam-me à maneira antiga, chamam-me camarada... Você sabe que às vezes ligo para o partido e me tratam por senhor doutor e professor?! Há tempos, irritei-me e disse: «Mas ouça lá, eu não estou a ligar para o PS?! Estou? Então trate-me por camarada!» A telefonista até rejubilou, mas disse-me: «Sabe, eles agora querem ser todos tratados por doutor e professor...»

Isso é que conta?
Não se pode só dar valor aos títulos académicos. A maioria dos políticos assumiu hoje um ar professoral e, não sendo eles professores, são tratados como tal. O tratamento por camarada tinha uma conotação romântica, fraterna, indicava um vínculo forte. Não se devia ser dirigente do PS sem conhecer o significado destes laços.

Que causas tem o PS?
O partido, mesmo governando em circunstâncias difíceis, ainda tem alma para impedir que alguns dirigentes tentem resvalar mais para a direita.

Marcas de esquerda há?
Não há marcas de esquerda neste Governo. Essas deviam estar no terreno social mas, como já vimos, os direitos sociais estão um pouco proscritos. Por exemplo: não considero uma marca de esquerda ter promovido o referendo ao aborto, apesar de ter votado sim. Marca de esquerda era cumprir a democracia política, social, económica e cultural. Dentro do Estado Social o direito à Saúde é fundamental. E aí as marcas não são de esquerda...

São de quê, então?
Até a direita critica pela esquerda a política de Saúde do PS! É absurdo, uma contradição, um escândalo! Não sei como se há-de chamar a isto!

O PS faz no Governo o que a direita teria vergonha?
O PS faz reformas que não devia. Se a direita fosse poder, não teria coragem de atacar o Serviço Nacional de Saúde [SNS] como o PS. E o PS, na oposição, não deixava!

Mas o que se passa, afinal?
Correia de Campos, camarada e amigo, foi meu conselheiro quando fui ministro dos Assuntos Sociais. Já nessa altura, era um grande técnico, de categoria internacional e...

Já tinha estas ideias?
Não! Estava muito à minha esquerda, eu é que tinha de o travar! Hoje tem ideias das quais discordo.

Quais?
O SNS é património insubstituível do povo e é dos melhores do mundo. Quanto melhor, maior a procura e a despesa. Mas a direita é que, normalmente, quer acabar com o Estado Social, para fazer da Saúde um negócio. Curioso é ser um ministro do PS a adoptar os mesmos métodos.

Ele é considerado um dos melhores especialistas na área da Saúde...
Isso é a sua maior virtude e defeito: resolve os problemas sem sensatez e sensibilidade social. Ele deveria saber que a existência de um médico, mesmo numa região isolada, dá uma segurança psicológica às pessoas. É caro? É! Mas isso conta. Um socialista não pode decidir apenas por razões economicistas. Sou utente do SNS e quero continuar a ser.

Utente ou... cliente?
Pois aí é que está! Você sabe que fui a um congresso de administradores hospitalares e a maioria dos oradores falava em clientes?! Disse-lhes logo: «Não estou a perceber esta linguagem. São cidadãos, utentes!» Na Saúde, com o peso cada vez maior dos privados e a continuar assim, o SNS ficará para pobres e o resto para ricos. Uma das formas de atacar o SNS é acabar com as carreiras médicas e transformar os funcionários públicos em assalariados por contrato individual. Flexigurança, está a ver? Entretanto, há centenas de médicos a sair do sector público e anunciam-se grandes investimentos nos privados. Esses grupos só investem por uma razão: sabem que a política actual conduz ao definhamento do SNS. Voltamos ao tempo de Salazar, com uma diferença: já não é preciso o atestado de indigência para ter atendimento gratuito.

Como se salva o SNS?
Segundo o Tribunal de Contas, há 25% de desperdício, dinheiro mal gasto. Reduzindo para metade temos mais uns anos de sustentabilidade. Depois, obrigar os profissionais da saúde a cumprir horários. Disciplinar horas extraordinárias, coisa que o ministro já está a fazer e bem. Mas entretanto dá-se um cheque para as pessoas serem operadas nos privados quando os blocos operatórios estão desertos, trabalham três ou quatro horas por dia. Afrontem interesses instalados, responsabilizem hierarquias e os trabalhadores da área da saúde.

No social, há sinais graves: nos supermercados pedem-se aparas de frango e as marmitas regressaram às empresas...
E aqui em Coimbra há muita gente a ir à sopa dos pobres! Tenho amigos no Banco Alimentar e como maçon sei a que carências a maçonaria tem acudido. Já não é só um problema de pobres, chegou ao empregado de escritório. É uma depressão económica e psíquica que abala os alicerces do País. Sobretudo quando, da parte de quem governa não há palavras de conforto nem um comportamento à medida do que o País precisa. Mesmo assim, há gastos sumptuários, grandes festas e inaugurações.

As pessoas também se endividam em nome de outros «valores»...A banca tem grande responsabilidade no endividamento. O Governo que assuma a soberania! A banca tem uma função social importante, mas não pode ter lucros fabulosos, quase não pagar impostos, esfolar vivas as pessoas e ainda ir ver se há alguma coisa depois de mortas! No fundo, o capitalismo selvagem gerou novas formas de escravatura. Um país sozinho não pode defender-se disso, mas não me conformo: há uma verdadeira ditadura do capital sobre o trabalho. Nem Salazar permitiu o domínio do Estado pelos capitalistas.


Foi por homens como este que eu segui parte da minha vida como militante Socialista, primeiro na JS e depois como militante do PS e foi por causa da falta de carácter de oportunistas como Socrates que eu deixei de militar no partido.
Tenho mantido o meu sentido de voto sempre no PS, mas dificilmente poderei voltar a votar nele enquanto incompetentes estiverem à sua frente.

Obrigado Arnaut, quanto mais li a sua entrevista mais saudades tenho de Salgado Zenha entre outros.

VJ



terça-feira, agosto 07, 2007

AFINAL COMEÇAMOS MAL














PREVENÇÃO

Isto começa cedo e começa mal. Os jogos ainda nem sequer contam para competições oficiais e já há quem sacuda de cima dos ombros para cima dos árbitros a responsabilidade pelos maus resultados. É um mau começo, por mais do que um motivo, e demonstra até que ponto os velhos hábitos são os mais difíceis de largar, até por quem costuma reclamar para si próprio o mérito de uma nova postura de credibilidade e responsabilidade entre os dirigentes desportivos. De que forma, por exemplo, é que as críticas de Soares Franco a Pedro Henriques no final do último jogo do Torneio do Guadiana contribuem para a credibilidade do futebol de uma forma responsável? Nenhuma. Pedro Henriques cometeu erros? É provável. Afinal, também ele está na pré-temporada, aquela fase da temporada em que os erros, ao contrário dos maus hábitos, ainda podem ser corrigidos. Aquilo que as críticas de Soares Franco já terão conseguido foi condicionar as escolhas do Conselho de Arbitragem da Federação para o jogo da Supertaça, com Pedro Henriques, um dos melhores da última temporada, a ser certamente riscado da lista de opções. Com um pouco de sorte, terão até conseguido condicionar o trabalho do árbitro – Pedro Henriques não será - que vai apitar o jogo entre o FC Porto e o Sporting. Mas aquilo que conseguiram, sem sombra de dúvidas, foi deitar por terra todo o esforço de credibilização da arbitragem realizado pela Liga ao longo dos últimos meses. Pelo caminho, o presidente do Sporting passou o anual atestado de irresponsabilidade aos seus jogadores. Se perderem, não foi porque correram menos, quiseram menos, jogaram menos que o adversário. Nada disso, a culpa foi do árbitro.
Mais um artigo de opinião de Jorge Maia no Jornal O Jogo que dia após dia refina os seus artigos entretanto eu já sei o que Soares Franco pretende:


TAP VERGONHA


A forma como a TAP tratou os passageiros que tinham como destino o Aeroporto Sá Carneiro provenientes de Amesterdão durante o dia de ontem foi uma vergonha. O facto do FC Porto ter sido vítima desse tratamento, apenas torna essa vergonha num caso público e notória, quando muitas vezes deve passar despercebido. Atrasos sem explicações, desvios sem contemplações e transferências sem critério absolutamente nenhum não podem ser aceitáveis numa companhia aérea pública de um país civilizado. E depois, aquele Terminal 2 só pode servir para torturar os passageiros dos vôos internos. Uma forma retorcida de dizer que a Ota é mesmo muito necessária.

Não fui eu que escrevi, mas estou de acordo e por isso aqui transcrevo a parte da TAP do artigo do Jornal O Jogo e de Jorge Maia

segunda-feira, julho 09, 2007

A TENTAR DAR A VOLTA

O que estarão a dizer um ao outro?

Imagina-se. Espero que não escondam a verdade.

Quem conhece estes senhores sabe do que são capazes-

VJ

ASSIM VAI A F1

Eu estranhei o avanço que a McLaren conseguiu relativamente à Ferrari no inicio da prova deste ano, na altura comentei com amigos que perder Schumacher e Ross no mesmo ano e a restruturação que a marca tinha sido alvo tinha prejudicado a equipa, até aqui embora surpreendido, havia que lutar para que a marca se mantivesse ao nível do seu nome, mas definitivamente os casos que se passavam na marca era evidente que alguma coisa de mau se passava e como a verdade é como o azeite, vem sempre à superficie, eis que se descobre parte da verdade, porque o resto só os tribunais e a FIA pode esclarecer e investigar.

Afinal o mecânico chefe da Ferrari Nigel Stepney andava a passar segredos das evoluções do carro de F1 ao projectista da McLaren Mike Coughlan, que utilizada essas evoluções no carro da marca que ele representava e assim poder fazer frente à Ferrari nas pistas.

Ron Dennis, já veio chorar para as televisões de todo o mundo, lamentar-se e jurar que não utilizou o dossier que lhe foi facultado pelo seu projectista, mas a verdade está nas corridas e por isso é esperado que a FIA reponha a verdade desportiva ou então algo vai mal na modalidade. Isto claro desde que se prove a vigarice.

O certo é que Ron ficou mais cauteloso e á precisamente dois GP’s que se fica por segundos ou terceiros lugares e a Ferrari voltou às suas performances dos últimos 8 anos, a melhor em pistas, aliás como era de esperar, afinal saíram dois elementos, mas o saber ficou lá, agora é só continuar.


As boas novas é que finalmente Kimi se reencontrou, parece que finalmente se está a adaptar ao carro e não o inverso. Massa tem errado um pouco e se tem ficado para trás é só por sua culpa, espero que altere a situação, convêm-nos dois pilotos lutadores por pontos e seguidores da estratégia de equipa.

A ver vamos o futuro.

VJ

O DESPORTO E AS CAUSAS

Sempre gostei de desporto motorizado e desde que me conheço sempre segui a Formula 1.

Este ano está a decorrer mais uma vez eventos do Circuito da Boavista, como ouvi de viva voz de um dos meus filhos que tinha apreciado no local o anterior, quis este ano fazer-lhe companhia e ver com os meus olhos e gravar na minha memória e na da minha máquina fotográfica tudo o que de bom lá se passou.
Foram várias as categorias que fui acompanhando ao longo do dia e vibrei com elas todas, mas defacto a que mais me cativou foi o WTCC-WORLD TOURING CAR CHAMPIONSHIP onde o nosso TIAGO MONTEIRO tenta fazer o seu melhor na marca SEAT que embora sobejamente conhecida será talvez a mais fraca em termos de motores das marcas que por lá se encontram

De qualquer forma o nosso TIAGO lutou para ser o melhor ou não fosse do NORTE deste País ou não fosse português e somente um ou dois deslizes não permitiram que ele partisse dos primeiros lugares e lutasse por um lugar no pódio.

No entanto na aparelhagem sonora o apresentador do evento contou a história de um nosso piloto que embora não correndo no WTCC o ia fazer este ano, o seu nome era Luís Magalhães tinha sofrido um cancro nos pulmões e que tinha com muita luta ultrapassado essa maldita doença e que a partir daí tem dedicado a sua vida a ajudar aqueles que sofrem do mesmo mal “CANCRO” ajudando a Liga Portuguesa conta o Cancro com verbas que ganha.


Um causa nobre, que todos nós devíamos ajudar e que só nos preocupamos por o fazer quando o mal nos cai à porta.

Foi um dos últimos, mas foi o que angariou mais palmas não tenho dúvidas de solidariedade e agradecimento pela sua luta, é um bom exemplo para todos.

De resto, foi um dia muito agradável os ventos da orla marítima acabaram por estragar um pouco a festa, mas nada que nos tenha tirado o prazer de ver ao vivo, ultrapassagens, acidentes marcantes mas sempre sem vitimas e grandes máquinas.
VJ

sábado, julho 07, 2007

O HABITUAL

Muita coisa tem mudado por este País, tornou-se livre no 25 de Abril de 1974, mas passados 33 anos estamos novamente num sufoco, estamos livres?

É claro que não, estamos sujeitos á vaidade e á autoridade de um individuo vaidoso que se preocupa mais com a sua imagem do que a de Portugal.

Quem votou como eu nesta sumidade, nunca imaginou que o Partido Socialista albergasse tamanha fera que aos poucos vai abandonando os princípios democráticos que sempre foi a bandeira do PS para colocar nos ouvidos auriculares e quando se digna abrir a boca ou entra mosca ou sai merda.

Acabou com a classe média em Portugal e agora é ele e mais meia dúzia que mandam neste País que por mais democrático que mostre ser, não passa de uma ditadura encapotada e o ditador Sócrates faz tudo a seu bel prazer e nós que lhe demos a maioria temos de o engolir.

Desde a Saúde á Justiça, desde o Ensino á Agricultura, e desde o Trabalho á Segurança Social não há nada em que ele não mexesse e não estragasse.

Todos sabemos que a Segurança Social está mal, mas quem se dignou delapidar os fundos dos trabalhadores, quem permitiu que os patrões fugissem aos aos impostos e não os pagassem? E agora quem culpa os trabalhadores disso, ao colocar leis anti-sociais que obrigam os trabalhadores desempregados a partir dos 50 anos a desmerdarem-se em vez de os apoiarem dando-lhes a reforma sem penalizações desde que tenham pelo menos 40 anos efectivos de descontos?

Afinal se era para isto porque se candidatou a primeiro ministro, sabendo que ia prejudicar a massa trabalhadora deste Pais?

Até quando?

JÁ ESTÃO A TRABALHAR

O defeso do futebol em Portugal, fez-se todo virado para o mediático processo Apito Dourado, mais uma vez o Orelhas centrou-se no processo que ele mesmo criou, para limpar outras coisas que pelo covil do milhafre se passam.

Como não era suficiente tratou de conseguir através dos seus aliados controlar o poder jurídico pondo lá uma juíza que estando na prateleira que depois de limpar toda a poeira prometeu atacar, atacar, mesmo que os atacados estivessem inocentes. Claro que a reabertura de processos provaram agora que vieram da má intenção dos homens e mulheres da lei, agora estamos a começar a entender quem escreveu e o quê, quem culpou Pinto da Costa e quem quer acabar com os êxitos do Futebol Clube do Porto.

Não sei os motivos que levam uma magistrada e seu marido a deixarem-se controlar pelo Orelhas, mas em seu tempo vamos saber, as noticias estão aí é só esperar por elas.

Como alguém dizia o Pinto da Costa contrata putas, o Orelhas contrata magistrados, vamos ver é quem vai sair machucado disto tudo, o que se pede é que tenham a decência de mostrar os verdadeiros culpados das manipulações de provas.

O que se lê todos os dias nos órgãos de comunicação sociais é triste e é triste que neste País não haja um jornal livre independente que se digne levar a fundo e desmascarar TODOS aqueles que estão a tapar o sol com uma peneira.

Aguardemos pelo fim deste caso fabricado.

AÍ ESTÁ O FUTEBOL

O puto foi-se, ficaram os cofres do clube cheios e outros se seguem.

Pelo menos este ano podemos abater ao passivo sem que a equipa se ressinta na sua qualidade, embora eu apostasse este ano em fazer dinheiro e assim tirar o Clube do sufoco dos prejuízos contínuos.

Muito se tem falado das transferências para o estrangeiro de atletas do FCP, mas ainda não se viu nada, saiu o Anderson, fala-se no Lucho, no Quaresma, no Pepe, dispensaram-se a titulo definitivo alguns jogadores que nunca deviam ter passado pelo Clube e emprestaram-se outros na expectativa de que os anos passem e vão pelo mesmo caminho sem que o prejuízo seja muito.

Hoje pelo que me parece temos uma equipa sólida, jovem e técnica, ao ponto de estarmos a pensar ceder Lucho, Quaresma e Pepe. Eu como sócio não me oporia a estes negócios desde que o dinheiro angariado fosse para uma boa causa e não para desperdiçar como o temos feito nos anos anteriores.

Finalmente vendemos o sem carácter do Ricardo Costa foi-se, talvez o que mais me entristeça seja a ausência no balneário de Vítor Baia, julgo que se jogasse mais um ano não se perderia nada, no entanto tenho de saudar a decisão de Pinto da Costa ao querer conservar o Homem nas estruturas do nosso Clube, quem sabe não temos ali o Presidente do futuro.